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A chuva despertando o passado
Inventa o amanhã que não
quer chegar.
Suas cores, ritmos e nomes
Seu inatingível desejo de felicidade
Que estremece sobre o colo da menina
morta.
Agora é noite,
E o sono dos dragões libertam
borboletas
Que agitam o silêncio
E zombam dos dragões adormecidos
Sobrevoando a escuridão sem
temer o fogo.
Enquanto a pequenina aranha urde o
assombro
Tece a luz do medo no céu espavorido
das borboletas.
Vôo de facas e ventos de amputação
A noite partida das borboletas
Navalhas multicores, asas em transe.
... e os dragões sonham com
borboletas no liquidificador.