Acho que tô pensando torto,
com a alma no infinito todo
rabiscando o sol... aqui só.
E acaba o mundo na minha taba,
E eu nem vi tudo que antevi...
Mas tudo bem, que é que tem?
Outro dia vou te ver, você vai ver.
Vem o sol antes da lua?...
E por que estou no meio dos dois?
Pra que dar nomes aos bois?
Mas me vi assim sem reservas,
No dia que o incomum aconteceu...
O encontro da luz com as trevas,
Algo nesse encontro se esclareceu,
o dia com a noite, lua e sol...
Encontro do céu com a terra
Ou quem sabe angelitude e pecador,
Talvez dor e prazer, quem sabe amor...
...E você vez ou outra me diz
que meu coração é um aprendiz...
Depois, então nem sei...
apenas ando pelas calçadas frias
tão acompanhado e tão só
nas minhas calçadas, estradas e vias.
Escrevo poesias... às vezes vazias...
Quase sempre escrevo pra ninguém,
exceto quando se trata daquele dia
do encontro do céu com a terra,
momento raro, quem sabe zen.
Depois disso, pensei você, pensei eu...
Você no deserto das saudades
E eu nem entendi o que aconteceu.
...Ou vice-versa pra tudo que falei...
Sobre nada mais eu sei se sei!