Impossível
viver sem respirar,
retroceder sem perder o destino...
Impossível amar em perfeito tino,
existir se não for para amar:
o mundo pequeno no seu olhar
Quem me dera ter um lampejo
desses que me faça entender
que o amor não está no beijo:
que esteja onde eu possa ver,
mesmo que nem possa ter.
Tenho buscado tardes de paz
em dias de vendavais...
Amei tudo o que podia
troquei a noite pelo dia:
perdi tudo por covardia.
Não pude reter a água nas mãos,
a água que me saciaria a sede
e deixaria meu deserto verde
sem tantos espinhos vãos:
onde as águas agora estão?