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Desilusão
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Mente
boa, criativa e investigativa...
Sua escrita firme, dócil
e algums vezes dolorosa, reflete
aspirações escondidas
no âmago do poeta jovem
que vê o mundo como quem
vê uma pintura mágica,
ao mesmo tempo bela e áspera...
Aqui pra nós, assim
não é a vida?
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Quando pensei em voar,
Meu corpo/Réptil.
Quando a chuva começou a cair,
Meu coração/Sertão.
Quando o sol brilhou
Ainda mais vivo,
Meu quarto/Sombra.
Primeiro passo,
Caminho, pedra, cansaço.
No toque o contágio,
Vontade, ferida, lágrima, saliva.
E a fome me comendo a língua,
Mastigando os meus ossos.
Eu, pequeno, inseto, gota, grão, resto...
Com um punhado de sonhos nos bolsos, feito fósforos
frios.
Feito tudo que fizeram de mim.
Eu, esquecimento.
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