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Ribeira
do Pombal
Minha Terra
Texto
extraído do livreto homônimo.
Trabalho construído a partir do
projeto História Local,
com alunos de 6ª série do Ensino
Fundamental.
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Por
Osvaldo Moraias |
HISTÓRIANa
região de Pombal viviam os índios kiriris, pertencentes ao
tronco Jê. Os jesuítas Jacob Rolando e João de Barros,
que também construíram a igreja de Saco dos Morcegos, vieram
ao povoado de Canabrava, hoje chamado de Ribeira do Pombal.
Após uma lei
criada em 08 de maio de 1758, Canabrava,
passou a se chamar Vila de Pombal,
em homenagem ao Marquês de
Pombal. No mesmo ano (1758), a Vila
de Pombal passou a ser município.
Até 1760 a aldeia de Saco
dos Morcegos pertencia ao município
de Pombal, até que uma lei
criou uma vila e depois o município
de Mirandela, que novamente ficou
anexada a Ribeira do Pombal, já que
perdeu a condição de
Vila e Município.
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| A
Visita de Lampião Lampião já tinha passado
por vários lugares do Nordeste,
só restava a Bahia, Sergipe
e Piauí. Como o Piauí era
mais pobre, foram encontrar condições
favoráveis na Bahia.
Depois de passar por várias
cidades, Lampião fez uma visita
ao Senhor Paulo Cardoso, para poder
tomar café e também avisou
que só estava de passagem.
Receberam boa hospitalidade.
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Depois
de Lampião
sair de Pombal, passou por várias
cidades baianas. Em Queimadas realizou
um dos maiores saques acompanhado por
vários outros crimes. Logo depois,
mandou uma carta para o Senhor Cardoso
pedindo uma soma exorbitante em dinheiro. |
Mesmo
reunindo todo o dinheiro da vila,
não dava para pagar a quantia,
assim temendo a represália
o Senhor Cardoso deu aproximadamente
metade da quantia e uma convincente
desculpa. Depois disso, Lampião
invadiu a Vila de Mirandela, ocorrendo
um massacre. |
A
Coluna Prestes
A
Coluna Prestes era formada por
jovens que estavam insatisfeitos
com o governo
federal, repleto de corrupção,
fraudes e violência.
Essa Coluna passava por vários
municípios, esclarecendo o povo
sobre a conscientização
política. Esses jovens passaram
em Ribeira do Pombal no dia 26 de julho
de 1926, só que ao contrário
das pessoas das outras cidades, os
pombalenses os receberam com festas
e muita comida. Assim foi recebido
o Cavaleiro da Esperança, Luís
Carlos Prestes (líder da movimentação).
Os integrantes da Coluna Prestes,
também
conhecidos como “os revoltosos”,
formaram o Partido Comunista Brasileiro.
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A
POLÍTICA
No
início, Pombal foi dominado
pelos coronéis. Um dos mais
conhecidos foi Antônio Ferreira
Brito, conhecido como coronel Ferreira
Brito. Os coronéis controlavam
as pessoas por meio da pressão
política, porque tinham grandes áreas
de terras e muitos escravos.
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Os
primeiros governantes que dirigiram
o município de Ribeira do Pombal
foram os Intendentes que eram escolhidos
por homens influentes da região
por uma eleição chamada “bico
de pena”. Eram eles: Cosme Calmon
da Silva, Antônio Dantas de Macedo,
Ferreira Brito, João Ferreira
Brito. Através dos interventores
da Bahia foram escolhidos os intendentes:
Edgar Gomes da Rocha, Nilson da Costa
Pimentel, Emanuel de Oliveira Brito,
João Fernandes da Gama, Manoel
Oliveira Passos.
Por meio de eleições diretas
e secretas, Pombal elegeu os prefeitos:
Ferreira Brito, Leôncio Chaves
Brito, Ferreira Brito (reeleito), Edvaldo
Cardoso Calazans. Este último
foi reeleito.
A política hoje em dia continua
manipulada por pessoas influentes de
algumas poucas famílias. Prevalece
a pressão política entre
dois lados opostos, com ênfase
no protecionismo e no apadrinhamento
político de ambas as partes.
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| ECONOMIA
A economia pombalense é bastante
diversificada, com grande produção
agrícola, uma pecuária
mais ou menos desenvolvida e bom
número de empresas.
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Destacam-se
o gado bovino e a criação
de galináceos. Ambos apresentam
aproximadamente trinta mil cabeças.
Anualmente o município apresenta
a seguinte realidade:
O leite de vaca contribui com a renda
de aproximadamente um milhão
e meio de reais.
O mel da abelha, que está em expansão, produz cerca de 75.000
kg e contribui com a renda de 800.000 reais. |
Na
agricultura, temos produções
diversificadas, como exemplo de lavouras
permanentes.
Podemos citar três grandes lavouras:
A castanha de caju, que dá para
os agricultores cerca de 630.000 reais;
a banana dá lucro de 46.000 reais;
o coco-da-bala contribui com 12.000 reais;
a manga, que não é tão
doce, contribui com 240.000 reais.
As lavouras temporárias tem quatro
produtos que se destacam na época
de sua colheita:
O feijão contribui com quase dois
milhões de reais, a cana-de-açúcar
mais de 50 mil reais, a mandioca com
780.000 reais e o milho com 1.000 reais.
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| GEOGRAFIA
A cidade de Ribeira do Pombal localiza-se
no nordeste Baiano. As localidades
vizinhas são: Fátima,
Ribeira do Amparo, Cícero Dantas,
Cipó, Euclides da Cunha, Heliópolis,
Olindina, Banzaê, Antas, Adustina
e Itapicuru.
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O
clima da cidade de Ribeira do Pombal é semi-árido,
ou seja, é um clima muito seco.
A caatinga é a vegetação
que predomina na nossa região.
A maior parte do solo é arenosa e pouco fértil. Existem dois rios
que são próximos de Ribeira do Pombal: Rio Itapicuru e o Rio
Vaza-Barris. |
O
seu relevo é plano, possui algumas
serras de pequena altitude, a mais alta
não ultrapassa os cento e cinqüenta
metros. Algumas delas são: Serra
Campinas, Serra Tapera, Serra Toca do
Gato, Serra da Ribeira e Serra Jaboá.
No município não existem
lagoas permanentes, pois elas secam com
as grandes estiagens. Entre as lagoas
temporárias destacam-se: Lagoa
Cassuçu, Lagoa Cardoso, Lagoa
Pixu, Lagoa Moreiano e Lagoa Caburé.
A flora pombalense constitui-se de árvores
frutíferas como: Cajueiro, mangueira,
umbuzeiro, ouricuri e a palma, planta
que alimenta o gado nas secas prolongadas.
A fauna é escassa por causa das
queimadas e pastagens, derrubadas para
criação do gado e para
plantações.
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CULTURA
O
povo pombalense é religioso
e festivo, principalmente em momentos
especiais. Destaca-se por ser pacato
e hospitaleiro, por não negar
ajuda e dar seus préstimos às
pessoas necessitadas.
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A
hospitalidade dos pombalenses fica
evidente quando recebe milhares de
visitantes
em suas casas em épocas de festas.
Seu espírito beneficente está provado
ao nunca se negar ao socorrer pessoas
mais carentes.
A
família pombalense é patriarcal,
ou seja, o pai é o líder
da casa, é o primeiro e o último
a dar voz, é a autoridade máxima.
Mas nas últimas décadas,
a mulher vem se destacando, ajudando
no orçamento familiar e, em muitos
casos, é ela quem sustenta a família.Faz
parte da cultura pombalense, desde
os tempos mais antigos, a banda de
pífano, o reisado, festejos
juninos, dentre outras, mas o pombalense
está perdendo a sua identidade
cultural, esquecendo a sua possibilidade
da produção cultura original,
por causa da massificação
cultural da atualidade.
Nosso turismo se direciona para
Caldas do Jorro, Cipó e Jorrinho, localizadas
a 30 quilômetros ao redor de
Ribeira do Pombal. Essas estâncias
de águas termais, são
bastante procuradas para lazer e pelas
propriedades medicinais da água
quente que brota no solo.
Apenas pequena parcela da população
tem condições de
visitar lugares grandes, como Salvador,
Rio
de Janeiro, entre outros.
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