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A Informática na Educação

Resumo com caracterização do computador, conceitos,noções elementares, arquiteturas...

Por Osvaldo Morais

O computador está hoje nos aeroportos, sapatarias, farmácias, bancos... em todos os setores da sociedade, mas está ainda incipiente nas escolas. Essa ferramenta primordial dos dias atuais conquista espaço dia após dia, justamente por ser flexível e dinâmica, uma espécie de “canivete suíço”.

O computador chega primeiro em todos os lugares para só depois chegar à escola. Notamos um fato curioso, que foi a presença de um computador portátil sendo usado numa barraca de roupas na feira informal de uma pequena cidade do interior baiano, enquanto poucas escolas dessa mesma cidade podiam contar com a presença de alguns computadores.

A educação pode e vai absorver o computador como excelente ferramenta de auxílio no processo de ensino-aprendizagem. Digo “vai” porque ainda não tomou o lugar que merece (e que é necessário) na Educação.

Primeiro temos que ter a ferramenta, isso é notório. Hoje o custo para aquisição e manutenção de um laboratório de informática na escola é relativamente baixo.
Sabemos por experiência própria e pelas nossas devidas observações no panorama educacional brasileiro que para essa realidade mudar para melhor é necessário que antes mesmo de adquirir computadores, as escolas devem passar por fases indispensáveis como:

1- Sensibilização (real sensibilização);
2- Capacitação (que deverá ser continuada depois da implantação);
3- Criação de estratégias variadas;
4- Suporte técnico e pedagógico.

Só depois de vencidas essas fases é que o computador passará a ser significante para auxiliar o ensino de todas as disciplinas, melhor dizendo, de todas as habilidades e capacidades desejadas nos educandos.

Estamos aos poucos introduzindo os computadores nas escolas, mas ainda não sabemos muito bem o que fazer com ele. Toda ferramenta exige que o operário saiba manipulá-la, que aprenda técnicas especiais para que possa executar bem a sua função, assim também é a ferramenta computador.

É necessário que o educador saiba primeiro manipulá-lo bem, isso é apenas o início, o mínimo que um profissional deve saber. Além de operá-lo, o educador aprenderá o que fazer com ele, ou seja, aprender técnicas, meios eficientes para que a ferramenta venha servir aos propósitos da Educação.

Podemos afirmar sem sombra de dúvidas que as estratégias, as técnicas e propostas pedagógicas são mais importantes do que a presença do computador na escola.

Estamos aos poucos adquirindo computadores enquanto ainda engatinhamos a primeira fase. Entende-se que a sensibilização dos profissionais da Educação não seja restrita, mas que compreenda além dos professores, diretores, coordenadores, secretários, auxiliares...

Outra realidade que nos afigura é o fato de alguns professores se mostrarem receosos quanto ao uso do computador, alguns por insegurança no manuseio, outros por notarem que o computador causa maior interesse nos alunos do que sua prática de ensino, chegando a ter medo de ser substituído pela máquina. Realmente que o computador e bons programas educativos numa prática pedagógica acertada, permite resultados melhores do que com a prática instrucionista, do mestre que ensina e aluno que aprende. Como disse José Manuel Moran, o professor que não se integrar aos novos rumos do mundo será mesmo substituído, não pelo computador, mas por outro professor mais preparado e apto a cumprir o que se exige. Claro, isso está acontecendo em todas as áreas da sociedade no mundo moderno.

Em se tratando de educação instrucionista, prática que mais se repente, convém salientar que há muito começa a se deparar com realidades opostas, por que o próprio aluno está trazendo para dentro da escola conhecimentos já comuns do mundo, adquiridos nas “lan-houses” e demais estabelecimentos que “incomodam” o professor, pois este normalmente está vivendo desatrelado das inovações e dos modos novos de adquirir conhecimento.

O computador tende a enriquecer os modos de aprendizagens, contribuindo para a ressignificância da Educação.

Nossos colegas professores costumas se dividir entre aqueles que possuem uma visão negativa e otimista do computador na escola. Os negativistas consideram que:
- Educação é um ato de amor, de sensibilidade, tem a ver com a relação humana entre professores e alunos. O computador é máquina fria e desaglutinadora das relações humanas;
- Computador é coisa para poucos, as escolas nem possuem o básico para sua manutenção.
Portanto estes têm visões e práticas tradicionais de educação, fechando-se para outros modos de ser e fazer.
O segundo grupo pode ser caracterizado como otimista, pois defendem o uso do computador em todos os seus vieses, pois dizem:
- Toda escola que se preze deve contar com o computador, pois este estará em toda parte de vida humana;
- O computador estimula o aluno, a presença desta máquina permite que se tenha nova didática no processo de aprendizagem.
- A escola deve ter uma disciplina curricular “informática”, para que desde cedo os alunos aprendam informática;

É bom lembrar que a presença de computadores sem estratégias, ações pedagógicas voltadas ao seu uso, pouca ou nenhuma diferença fará em tal escola, e que computadores e a própria informática não devem ser usadas apenas para a aprendizagem de informática, mas sim, em práticas disciplinares individualmente (todas elas), e principalmente multidisciplinares e interdisciplinares.

Enfim, o computador na escola permite e estimula uma aprendizagem diferente, pela interação entre as partes: alunos, professores e objeto do conhecimento andando num mesmo caminho, o da própria Educação. Isso por meio de ações reflexivas, participativas, através da pesquisa e da manipulação significativa de dados na construção do conhecimento. 




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