A
EAD tem se tornado cada vez agigantada
como modalidade de ensino graças aos avanços das novas tecnologias, oferecendo cursos para comunidades que esteja em qualquer lugar. É uma das características da EAD possibilitar ensino que atenda a situações e necessidades específicas dos indivíduos, rompendo espaço, driblando a falta de tempo das pessoas.
No
mundo há um longo histórico desenvolvido a começar por grandes pioneiros e por universidades sérias que fizeram da EAD uma modalidade importante, mas foram as novas tecnologias do final do século XX que ampliaram seu conceito, importância e possibilidades. As universidades e outras instituições de ensino estão oferecendo essa modalidade ou vão oferecer pela força das circunstâncias impostas pelas mudanças de paradigmas e da modernidade.
O
mundo dito globalizado de hoje, de
acelerado progresso tecnológico, exige pessoas dinâmicas, flexíveis e autônomas, pessoas que respondam às exigências do mercado. Eis que a EAD é a modalidade que mais tem chances de romper os paradigmas atuais (ainda atuais) da escola convencional, que é um modelo que vigora há séculos, que não conseguiu aproveitar as modernas tecnologias nas suas reais potencialidades.
Quanto à legislação, o artigo 80 da LDB/96, regulamentada pelo Decreto 5.622/2005, incentiva todas as modalidades de ensino a distância e continuada, em todos os níveis de ensino. Mas muita coisa ainda tem que ser prevista e criada em leis e projetos governamentais para que essa modalidade seja amplamente aproveitada, somando-se a utilização de todas as mídias eletrônicas e impressas pode ajudar-nos a criar todas as modalidades de curso necessárias para dar um salto qualitativo na educação continuada, na formação permanente de educadores, na reeducação dos desempregados.
É fácil
fazer EAD?
Não é fácil
nem responder a essa pergunta. Mas
vemos que instituições oferecem cursos
em EAD de várias formas, métodos
e estratégias, até mesmo sem levar
em conta projetos pedagógicos e objetivos
educacionais genuínos, prevalecendo
a busca por mercado, por uma clientela
que possa pagar espalhada por um
vasto território, formando turmas
numerosas e sem meios de integrar
toda essa gente. Esse tipo de EAD é fácil.
Agora
uma EAD verdadeiramente transformadora
e significativa não deve
ser fácil, como não é fácil educar, construir, progredir. É preciso romper
paradigmas, projetar, investir e inovar, sem deixar perder o caminho
da Educação. Isso não é nada fácil, pois para isso tem que haver um casamento
perfeito entre conhecimento e métodos, entre o saber e a tecnologia.
Não acho que EAD é inviável pelo custo, uma vez que ficaria até mais
barato por aluno, quando se atinge uma grande quantidade. Portando não
creio que seja isso (o custo) que impeça os governos de apostarem nessa
modalidade, mas sim, o momento dela, quando se encontra ainda conquistando “defensores” e
desmistificando conceitos, além da falta de consenso (se é que vai haver
um dia) e de profissionais capacitados na área, uma vez que são bem
poucos. A modalidade exige algum domínio de capacidades próprias da
Educação e da cultura digital.
Portando
fazer EAD vai ficar fácil quando ficar fácil fazer Educação.