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Relato Histórico da Educação
de Ribeira do Pombal

Resumo da história da educação nesse município até 1999

Por Osvaldo Morais, Sandoval Caetano e Songival Celestino

JUSTIFICATIVA

Para entender o momento presente é necessário apreciar o passado. Do mesmo modo não se pode pode operar a situação da educação sem haver uma visão de todos os seus momentos. A educação pombalense começou de uma maneira bastante comum no Brasil, com os Jesuítas.

Daí por diante tomou os rumos também comuns no percurso de um país colonizado e atrasado; professores leigos, ensino não regulamentado e mesmo assim elitista e quase sem perspectiva nenhuma para a camada popular. Sabe-se que a educação nos dias atuais tem conquistado mais espaço nos aspectos quantitativos e qualitativos, em relação aos anos anteriores, fato comprovado pelo número de escolas que são fundadas a cada ano e pelo aumento do número de alunos.

Por outro lado, tem-se consciência de que é necessário uma preocupação cada vez maior no que se refere ao investimento na educação, visto que é ela quem prepara o indivíduo para atuar ativamente em prol de uma sociedade justa e consciente. É nesse contexto que a educação municipal de Ribeira do Pombal caminha a passos largos, no caminho do futuro.

Esse caminho passou por professores leigos que heroicamente desempenharam o papel de ensinar a ler e a escrever, pelas primeiras escolas estaduais, dando início ao papel do município na implantação de suas escolas e seu consequente crescimetno pelos recantos municipais.

OBJETIVO

O presente trabalho tem por objetivo promover um resgate histórico da educação municipal de Ribeira do Pombal, levando-se em conta os aspectos sociais e culturais da comunidade envolvida.

Desse modo espera-se que num passo seguinte permita que aqueles que são partes integrantes do processo possam situar-se melhor no caminho a percorrer, pois o conhecimento real da vida dos envolvidos é sempre muito mais significativo do que o conhecimento aplicado durante o ano letivo. Nota-se que tanto o corpo docente como o discente muitas vezes desconhecem a própria situação pessoal e municipal como parte integrante do todo.

Então é quando deixam de agir localmente, desconhecendo até que fazem parte do processo geral. É notório que só se falha quando se desconhece, mas só há acertos quando se anda por caminhos firmes. Por isso mesmo o conhecimento da realidade local são os terrenos do saber preciso e eficiente.

Desse modo espera-se que o presente levantamento de pesquisas de campo e registros da educação municipal, do passado e do presente, propicie aos profissionais da educação uma maior visão do conjunto a que esteja trilhando. Mas que também que cada uma se permita envolver-se.

A EDUCAÇÃO MUNICIPAL DE RIBEIRA DO POMBAL

CAPÍTULO I

Antecedentes Históricos

A Educação em Ribeira do Pombal começou mesmo, a partir da chegada dos Jesuítas, como no restante do país. A obra missionária começou com Jacob Rolando e João de Barros, mas somente no que diz respeito à catequese indígena (Índios Kiriris).

A partir de 1672, com o Padre Jacques Cocle é que passou a ter aulas (de ler e escrever) para os filhos dos não-índios. É que o lugar agra já compreendia uma “freguesia” com razoável número de posseiros, fazendeiros e outros moradores. O Município de Ribeira do Pombal foi criado em 1758, mas a educação pombalense estava restrita às aulas de professores leigos, que eram as “bancas” na cidadela e no interior do município, além da Igreja, que ministrava o curso do catecismo, e, com ele (paralelamente ou anteriormente), a alfabetização.

Era considerado satisfatório saber ler e escrever. O município atravessou os séculos XVII, XVIII e XIX com essas características gerais, salvo as transformações normais dos tempos. Observou-se, por exemplo, que no final do século XIX, coronéis, fazendeiros e outros tantos influentes, mantinham professores particulares que ministravam aulas em suas próprias casas para os filhos (preferencialmente aos homens).

Alguns deles obtinham assim, um pouco de preparo nas “letras” para poderem iniciar seus estudos na capital. Mas foram apenas alguns mesmo. Enquanto isso, o município não tinha sequer uma escola regular. O ensino era leigo e particular.

O século XX

O município começa um novo século sem muitas mudanças qualitativas. Apenas o número de pessoas aumentou, consequentemente, também o número de “escolas” particulares dos professores leigos, uma grande maioria assim o fazia na sua própria casa, munida de bancos rústicos, mesa enorme adornada de uma pesada palmatória.

Por que esse tipo de educação precário parecia satisfazer aos moradores do município? Pombal parecia ser um lugar isolado em si mesmo, sem conexão com o mundo, como assim era a maioria dos municípios do Nordeste, ou até mesmo, do país. Então é que desponta o século XX, anunciando e trazendo transformações várias, e, com elas, uma nova visão do mundo, como algo bem maior do que a “vidinha caolha” simplória do lugar.

O município precisava agora satisfazer aos anseios dos seus moradores, ou, pelo menos, das famílias dominantes. Em 1931, Pombal sofre um duro golpe: perde a condição de município e passa a pertencer ao município de Cipó, funcionando na cidade, uma sub-prefeitura. Essa situação feriu o orgulho das famílias dominantes de maneira tal, que quando a cidade recuperou a autonomia política dois anos depois, passaram a desejar encobrir o fracasso político com o progresso.

Na área da educação, “conspiraram” pela implantação de escolas regulares municipais.

CAPÍTULO II

PRIMEIRAS ESCOLAS REGULARES

A partir dos anos 40 o Município de Pombal ganhou um “presente” do governo estadual, a primeira escola regular, as Escolas Reunidas Rui Barbosa, que funcionava num prédio construído para esse fim, à Avenida Evência Brito, onde foi a antiga prefeitura e é, atualmente, a Câmara de Vereadores.

Fazendo parte da escola havia um salão localizado no antigo mercado( já extinto). Além dessa, outra foi construída no Distrito de Mirandela, fazendo parte do conjunto. Apesar de serem escolas públicas, as Escolas Reunidas serviram para atender a elite pombalense, pois, para ser matriculado, o futuro aluno teria que passar por um exame admissional e ainda por uma entrevista. Fica claro que tinham mais chances aqueles que tinham melhores condições financeiras para tomar aulas particulares, as famosas “bancas”.

Destacaram-se como professoras:

• Adélia Silva Costa, esposa do deputado Antonio Brito Costa, que também chegou a ser a primeira delegada de ensino do município.

• Enide Dantas Costa, conceituada professora pombalense, com destacada importância na educação, assim como a sua irmã, a professora Salomé. Não há ninguém no município que já não tenha sido aluno da professora Enide, ou que tenha sido sua contemporânea, que não lhe dê apreço e grande admiração por ela e por seu trabalho.

Apesar de serem escolas estaduais, as Escolas Reunidas foram o primeiro grande marco da educação pombalense. Depois delas, já nos anos 50, o município desperta para a construção de escolas.

Em 1950, a situação da educação municipal era a seguinte, de acordo com o Censo:

* População de 5 anos e mais: 19.473 habitantes.

* desse total, sabiam ler e escrever: 3.213 pessoas.

* Taxa de alfabetização: 17% sobre a população em idade escolar.

A situação educacional era ainda precária, visto que não se muda algo que está incorporado à cultura de um povo, da noite para o dia. Ainda mais quando é a educação, o principal instrumento de transformação, e era ela justamente a causa em questão, inicialmente, de tal modo que em 1956, existiam em funcionamento 10 escolas do ensino primário fundamental comum, das quais, 3 estaduais, 1 particular e 6 municipais.

A matrícula efetiva foi apenas de 431 alunos no geral, dos quais, cerca de 250 eram atendidos pela rede municipal. Não havia escola alguma de segundo grau. Nesse transcurso de tempo até hoje, surgiram importantes escolas, como a Escola Municipal Boca da Mata (em 1950), Escola Municipal Curral Falso (em 1950), Escola Municpal de Pedras (em 1956), Escola Estadual Escola Joana Angélica (em 1958). A Escola Municipal Normal de Ribeira do Pombal, surgida a partir de uma casa de freiras, o Ginásio Industrial Evência Brito (atual CEB), em 1963, dentre outras. Nos anos 60 o município construiu na zona rural 5 escolas e somente no ano de 1968, 24 escolas. Além daquelas que as seguiram.

O salto quantitativo, como o qualitativo, foi enorme na esfera municipal, se compararmos os dados de 1956 com trinta anos depois (1986).

Em relação aos professores em atividade, o município contava então com: 22 profissionais com nível superior, 72 com nível médio pedagógico, 10 com nível médio de outros cursos e 178 professores leigos. Em 1991, foram registrados na rede Municipal, pouco mais de 6.000 alunos.

CAPÍTULO III

AS ESCOLAS REGULARES MUNICIPAIS

O ex-prefeito Antonio Ferreira de Oliveira Brito (1936), o popular Oliveira Brito, nos idos 1960, era o então Ministro da Educação, das Minas e Energias. Por intermédio dele, Ribeira do pombal conseguiu uma das três verbas federais destinadas à construção de ginásios para o ensino fundamental, que seriam escolas-modelo com ensino profissionalizantes.

A Fundação Oliveira Brito, já extinta, foi o instrumento usado para se atingir esse fim.

1. O Ginásio Industrial Evência Brito

Foi construído num quarteirão inteiro, um pavilhão de salas-de-aula, um pavilhão para administração e biblioteca, e mais um para oficinas. Nesse último, existiam uma serraria com equipamentos modernos, uma gráfica com duas máquinas do tipo “Minerva”, considerada das mais modernas na época, uma Orquestra Filarmônica totalmente equipada e uma sala de artes.

Começou a funcionar em 1963, na gestão do prefeito Ferreira Brito, com 1 turma de primeira série ginasial, tendo 43 alunos. Destes, 26 foram aprovados para a série seguinte e 17 foram reprovados. Dessa primeira turma, destacaram-se vários alunos que são hoje profissionais de diversas áreas, no município e fora dele: - Alice Maria Dantas Costa, professora; - Clarice Pereira do Nascimento, professora e proprietária de escola; - Ubiratan Cezar Rocha, funcionário do Banco do Brasil; - João Morais de Oliveira, funcionário público estadual e empresário; - Renilson Rehem de Souza, atual Secretário de Saúde do Estado da Bahia.

Já os professores que deram o “pontapé” inicial foram: Valdelice F. Morais, Miralda Brito, Maria Dilma B. Costa, José Ernestino, Agrário Carneiro Melo, Fernando Contador, além daqueles que os seguiram de educar. Em 1971 o Curso Normal (magistério) que funcionava de maneira não regulamentar numa casa paroquial foi definitivamente regulamentado pelo prefeito Dr. Décio de Santana, incorporando-o ao GIEB.

Mas o Ginásio Industrial Evência Brito deixa desmoronar o seu potencial quando não aproveita toda a sua estrutura e finalidade a que lhe foi confiada. Assim as oficinas que seriam destinadas à profissionalização de alunos, são relegadas aos últimos planos, de maneira que, tempos depois, máquinas e equipamentos estavam sem uso e ultrapassadas. De todo o acervo, duas máquinas de impressão foram parar numa gráfica particular, os instrumentos da filarmônica foram usados para compor a Filarmônica Municipal XVI de Outubro ( que chegou a ser a segunda melhor da Bahia), restando apenas a serraria, destinada aos serviços de consertos das carteiras do ginásio.

O próprio nome do ginásio muda, o Ginásio Industrial Evência Brito passa a chamar-se Colégio Industrial Evência Brito e, finalmente, já nos anos 80, Colégio Evência Brito. Os diretores do Colégio foram: Dr. Edilson Monteiro, Elofilo, Maria Perpétua Socorro A. D. Costa, João Morais de Oliveira (aluno da primeira turma), Terezinha Rodrigues V. de Brito, Valdelice Gomes Viana, Cleide e, hoje, Ana Maria Nascimento de Oliveira.

Atualmente o CEB ( como é conhecido) comporta: - 36 salas de aula que funcionam nos 3 turnos, sendo quase 100 turmas, das quais: . No Ensino Fundamental são: 20 de 5ª série; 15 de 6ª série; 11 de 7ªsérie; 9 de 8ª série. . No Ensino Médio são: 9 de 1ª série; 2 de 2ª série; 3 de 3ª série e mais 4 de 3ª série do Magistério. . 14 turmas de Aceleração para Correção do Fluxo Escolar. No total são 4.600 alunos, 78 professores e 58 profissionais diversos.

2. Escola Normal Municipal de Ribeira do Pombal

Na ausência de um curso do Ensino Médio, alguns professores ginasiais resolveram juntar seus esforços para a criação do curso do Magistério na cidade. Sabiam das dificuldades para isso, mesmo porque até mesmos eles tiveram que estudar em Salvador para formar-se no magistério.

Mesmo sem regularização do curso nem da escola começaram, em 1970, a ministrar aulas numa casa paroquial situada próximo ao atual almoxarifado da Prefeitura, a Rua Júlio Guerra. Essa primeira turma, tendo concluído a primeira série, não sabia de sua validade. Assim, buscaram junto às autoridades municipais alguma providência, tendo encontrado apoio do então prefeito Dr. Décio de Santana.

No dia 11 de fevereiro de 1971, o prefeito reuniu no seu gabinete os principais professores interessados no andamento do curso para regulamentá-lo, incorporando-o ao CIEB, que, por isso mesmo, deveria passar de Ginásio à Colégio. Dentre esses professores, merece destaque o empenho do Pe. Emílio Ferreira Sobrinho, do Dr. Juarez Alves de Santana, de Maria Dilma Brito Costa e do Dr. José Dantas Costa, todos presentes no ato solene de abertura (oficial) do Curso, quando o prefeito Dr. Décio de Santana teria dito: “ Só creio na força do homem quando tem inteligência e cultura.”

De acordo com as declarações de alguns professores então citados, Dr. Décio ficara marcado por essa realização municipal, pois teria dito com veemência: “Considero essa Escola como o meu verdadeiro grande trabalho.” A regulamentação do Magistério em Pombal teve a presença e deliberação da Inspetora Itinerante do Ensino Médio e Secretaria da Educação do Estado da Bahia, Maria do Socorro Ferreira Batista.

Apesar do importante feito para o futuro da educação de Ribeira do Pombal, o magistério vida curta. Atualmente (ano 2000), o Colégio Evência Brito ministra as quatro turmas de formandos, já com as primeiras e segundas séries encerradas.

3. Escola Joana Angélica

O município ganha uma escola estadual que, futuramente passaria ao âmbito Municipal. Na gestão do governo Antonio Balbino, no ano de 1958, foi construída a Escola Joana Angélica, destinada a atender alunos de 1ª a 4ª séries do ensino fundamental, na Avenida Oliveira Brito. O nome foi dado em homenagem à figura história, mártir da Independência do Brasil (freira superior) Sóror Joana Angélica de Jesus. No começo era apenas uma sala de aula, ampliando depois para três.

Dentre seus primeiros professores cita-se: Lidiane Souza Linhares, Angélica Araújo, Dionice A . P. Santos. Deixa-se de citar outros nomes por fugirem aos esforços da pesquisa empreendida. Em 1985 a escola foi elevada a Estabelecimento de ensino de 1º grau, do Pré à 4ª série, implantando também o Supletivo, nas seguintes modalidades: PEI, EPN, Temoe e Suplência I. No ano de 1998 passa ao âmbito municpal, na administração do prefeito Edvaldo Cardoso Calasans, quando passa por reforma e ampliação. Hoje conta com 378 m2 de área construída, quatro salas de aula, uma sala de vídeo e um núcleo de informática. Atende uma primeira série (14 alunos), duas segunda séries (41), três terceira (54), uma quarta série (34) e com correção do fluxo escolar, sendo: aceleração I (duas turmas e 64 alunos). Além da diretora Maria Ivana de Araújo, existem 12 professores e mais 05 funcionários de apoio.

Escola Professora Adélia Silva Costa

Construída em 1992 pelo governo estadual, a escola ganhou o nome da professora Adélia Silva Costa, nascida em Itapicuru, tendo ensinado nas fazendas no início, muda-se para Ribeira do Pombal, participando e construindo a história da educação pombalense, sendo a primeira delegada de ensino em 1963. Era casada com o deputado Antonio Brito Costa, morreu em 27/12/82. Foram construídas quatro salas de aula, que funcionavam em dois turnos. Existiam 33 alunos em duas turmas de pré-escolar, 135 alunos em quatro turmas de 1ª série e 59 alunos em duas turmas de 2ª série.

Encontra-se entre seus primeiros professores: Aurezi Ribeiro de Santana, Francilene Lopes Freire, Gutervânia A . Santos, Ubaldina S. Reis, Ana Cristina J. Bastos, entre outros. Passou pro domínio municipal em 1998, e em 2000, sofreu grande reforma. Conta hoje com ampliação: 8 salas de aula que funcionam nos três turnos, com 63 alunos em duas turmas de pré-escolar; 70 alunos em 2 turmas de Educação Infantil; 23 alunos em 2 turnos de 1ª série; 85 alunos em duas turmas de 2ª série; 52 alunos em 2 turmas de 3ª série; 65 alunos em duas turmas da 4ª série; 1 turma preparatória para o curso de correção do fluxo escolar, de alunos em defasagem idade/série (com 54 alunos); 13 Aceleração (3ª e 4ª) com 80 alunos, em quatro turnos, e aceleração (1ª e 2ª) com 67 alunos em duas turmas.

Existe também 3 turnos que fazem parte do programa Alfabetização Solidária. A Escola também conta com um núcleo de informática e um Kit de vídeo. A diretora Ana Rita R. Bastos conta com 13 professores e mais 5 profissionais de apoio.

Escola municipal do Pombalzinho

O ano de 1968 foi marcado pela construção de muitas escolas municipais. Há muito que a comunidade do Pombalzinho clamava por uma escola no bairro. Assim foi construída uma lá, com quatro salas de aula e algumas a mais para serviços. As primeiras turmas foram uma 2ª série com 12 alunos, uma 3ª série com 10 alunos e uma 4ª com 7 alunos. Daí por diante houve significativo aumento de turmas e de alunos. Não se tem arquivo ou registro de alunos ou professores das primeiras turmas.

Em 1982 o prefeito Pedro Rodrigues da Conceição cometeu um ato comum de administrador cego desprovido de outros sentidos, ao fechar a escola e doar o prédio para sediar o Segundo Pelotão de Polícia Militar. Achava o infeliz prefeito que a segurança era a solução para a sociedade, deixando a educação em segundo plano. O bairro ficou sem escolas , justamente quando a comunidade já se encontrava bem mais numerosa.

Os alunos tiveram que estudar nas escolas da cidade, percorrendo à pé uma distância de 3 quilômetros ( de