JUSTIFICATIVA
Para
entender o momento presente é necessário apreciar o passado. Do mesmo modo não se pode pode operar a situação da educação sem haver uma visão de todos os seus momentos.
A educação pombalense começou de uma maneira bastante comum no Brasil, com os Jesuítas.
Daí por diante tomou os rumos também comuns no percurso de um país colonizado e atrasado; professores leigos, ensino não regulamentado e mesmo assim elitista e quase sem perspectiva nenhuma para a camada popular.
Sabe-se que a educação nos dias atuais tem conquistado mais espaço nos aspectos quantitativos e qualitativos, em relação aos anos anteriores, fato comprovado pelo número de escolas que são fundadas a cada ano e pelo aumento do número de alunos.
Por
outro lado, tem-se consciência de que é necessário uma preocupação cada vez maior no que se refere ao investimento na educação, visto que é ela quem prepara o indivíduo para atuar ativamente em prol de uma sociedade justa e consciente.
É nesse contexto que a educação municipal de Ribeira do Pombal caminha a passos largos, no caminho do futuro.
Esse
caminho passou por professores leigos
que heroicamente desempenharam o
papel de ensinar a ler e a escrever,
pelas primeiras escolas estaduais,
dando início ao papel do município na implantação de suas escolas e seu consequente crescimetno pelos recantos municipais.
OBJETIVO
O
presente trabalho tem por objetivo
promover um resgate histórico da educação municipal de Ribeira do Pombal, levando-se em conta os aspectos sociais e culturais da comunidade envolvida.
Desse
modo espera-se que num passo seguinte
permita que aqueles que são partes integrantes do processo possam situar-se melhor no caminho a percorrer, pois o conhecimento real da vida dos envolvidos é sempre muito mais significativo do que o conhecimento aplicado durante o ano letivo.
Nota-se que tanto o corpo docente como o discente muitas vezes desconhecem a própria situação pessoal e municipal como parte integrante do todo.
Então é quando deixam de agir localmente, desconhecendo até que fazem parte do processo geral.
É notório que só se falha quando se desconhece, mas só há acertos quando se anda por caminhos firmes. Por isso mesmo o conhecimento da realidade local são os terrenos do saber preciso e eficiente.
Desse
modo espera-se que o presente levantamento
de pesquisas de campo e registros
da educação municipal, do passado e do presente, propicie aos profissionais da educação uma maior visão do conjunto a que esteja trilhando. Mas que também que cada uma se permita envolver-se.
A
EDUCAÇÃO MUNICIPAL DE RIBEIRA DO
POMBAL
CAPÍTULO
I
Antecedentes
Históricos
A
Educação em Ribeira do Pombal começou mesmo, a partir da chegada dos Jesuítas, como no restante do país. A obra missionária começou com Jacob Rolando e João de Barros, mas somente no que diz respeito à catequese indígena (Índios Kiriris).
A
partir de 1672, com o Padre Jacques
Cocle é que passou a ter aulas (de ler e escrever) para os filhos dos não-índios. É que o lugar agra já compreendia uma “freguesia” com razoável número de posseiros, fazendeiros e outros moradores.
O Município de Ribeira do Pombal foi criado em 1758, mas a educação pombalense estava restrita às aulas de professores leigos, que eram as “bancas” na cidadela e no interior do município, além da Igreja, que ministrava o curso do catecismo, e, com ele (paralelamente ou anteriormente), a alfabetização.
Era
considerado satisfatório saber ler e escrever.
O município atravessou os séculos XVII, XVIII e XIX com essas características gerais, salvo as transformações normais dos tempos. Observou-se, por exemplo, que no final do século XIX, coronéis, fazendeiros e outros tantos influentes, mantinham professores particulares que ministravam aulas em suas próprias casas para os filhos (preferencialmente aos homens).
Alguns
deles obtinham assim, um pouco de
preparo nas “letras” para poderem iniciar seus estudos na capital. Mas foram apenas alguns mesmo.
Enquanto isso, o município não tinha sequer uma escola regular. O ensino era leigo e particular.
O
século XX
O
município começa um novo século sem
muitas mudanças qualitativas. Apenas
o número de pessoas aumentou, consequentemente,
também o número de “escolas” particulares
dos professores leigos, uma grande
maioria assim o fazia na sua própria
casa, munida de bancos rústicos,
mesa enorme adornada de uma pesada
palmatória.
Por
que esse tipo de educação precário parecia
satisfazer aos moradores do município?
Pombal parecia ser um lugar isolado em si
mesmo, sem conexão com o mundo, como assim
era a maioria dos municípios do Nordeste,
ou até mesmo, do país. Então é que desponta
o século XX, anunciando e trazendo transformações
várias, e, com elas, uma nova visão do mundo,
como algo bem maior do que a “vidinha caolha” simplória
do lugar.
O
município precisava agora satisfazer
aos anseios dos seus moradores, ou, pelo
menos, das famílias dominantes.
Em 1931, Pombal sofre um duro golpe: perde
a condição de município e passa a pertencer
ao município de Cipó, funcionando na cidade,
uma sub-prefeitura. Essa situação feriu o
orgulho das famílias dominantes de maneira
tal, que quando a cidade recuperou a autonomia
política dois anos depois, passaram a desejar
encobrir o fracasso político com o progresso.
Na área
da educação, “conspiraram” pela implantação
de escolas regulares municipais.
CAPÍTULO
II
PRIMEIRAS
ESCOLAS REGULARES
A
partir dos anos 40 o Município de
Pombal ganhou um “presente” do governo
estadual, a primeira escola regular,
as Escolas Reunidas
Rui Barbosa, que funcionava num prédio
construído
para esse fim, à Avenida Evência Brito,
onde foi a antiga prefeitura e é, atualmente,
a Câmara de Vereadores.
Fazendo
parte da escola havia um salão localizado
no antigo mercado( já extinto). Além
dessa, outra foi construída no Distrito
de Mirandela, fazendo parte do conjunto.
Apesar de serem escolas
públicas, as Escolas Reunidas serviram
para atender a elite pombalense, pois,
para ser
matriculado, o futuro aluno teria que
passar por um exame admissional e ainda
por uma
entrevista. Fica claro que tinham mais
chances aqueles que tinham melhores
condições financeiras
para tomar aulas particulares, as famosas “bancas”.
Destacaram-se
como professoras:
• Adélia Silva Costa, esposa do deputado Antonio Brito Costa, que também chegou
a ser a primeira delegada de ensino do município.
• Enide Dantas Costa, conceituada professora pombalense, com destacada importância
na educação, assim como a sua irmã, a professora Salomé.
Não há ninguém no município que já não
tenha sido aluno da professora Enide,
ou que tenha
sido sua contemporânea, que não lhe
dê apreço
e grande admiração por ela e por seu
trabalho.
Apesar
de serem escolas estaduais, as Escolas
Reunidas foram o primeiro
grande marco
da educação pombalense. Depois delas,
já nos
anos 50, o município desperta para
a construção
de escolas.
Em
1950, a situação da
educação
municipal era a seguinte, de acordo
com o Censo:
*
População de 5 anos
e mais: 19.473 habitantes.
*
desse total, sabiam ler e escrever:
3.213 pessoas.
*
Taxa de alfabetização: 17% sobre
a população
em idade escolar.
A
situação educacional era ainda precária, visto que não se muda algo que
está incorporado à cultura
de um povo, da noite para o dia. Ainda mais quando é a educação, o principal
instrumento de transformação, e era ela justamente a causa em questão,
inicialmente, de tal modo que em 1956, existiam em funcionamento 10 escolas
do ensino primário
fundamental comum, das quais, 3 estaduais, 1 particular e 6 municipais.
A
matrícula
efetiva foi apenas de 431 alunos no geral, dos quais, cerca de 250 eram
atendidos pela rede municipal. Não havia escola alguma de segundo grau.
Nesse transcurso de tempo até hoje,
surgiram importantes escolas, como
a Escola Municipal
Boca da Mata (em 1950), Escola Municipal
Curral Falso (em 1950), Escola Municpal
de Pedras (em 1956), Escola Estadual
Escola
Joana Angélica (em 1958). A Escola
Municipal Normal de Ribeira do Pombal,
surgida a partir
de uma casa de freiras, o Ginásio Industrial
Evência Brito (atual CEB), em 1963,
dentre outras. Nos anos 60 o município
construiu na zona rural 5 escolas e
somente no ano
de 1968, 24 escolas. Além daquelas
que as seguiram.
O
salto quantitativo, como o qualitativo,
foi enorme
na esfera municipal, se compararmos
os dados de 1956 com
trinta
anos depois (1986).
Em
relação aos professores em atividade,
o município contava então com: 22 profissionais
com nível superior, 72 com nível médio
pedagógico,
10 com nível médio
de
outros
cursos
e
178
professores
leigos.
Em
1991,
foram
registrados
na
rede
Municipal,
pouco
mais
de
6.000
alunos.
CAPÍTULO
III
AS
ESCOLAS REGULARES MUNICIPAIS
O
ex-prefeito Antonio Ferreira de Oliveira
Brito (1936), o popular Oliveira
Brito,
nos idos 1960, era o então Ministro
da Educação,
das Minas e Energias. Por intermédio
dele, Ribeira do pombal conseguiu uma
das três
verbas federais destinadas à construção
de ginásios para o ensino fundamental,
que seriam escolas-modelo com ensino
profissionalizantes.
A
Fundação Oliveira Brito, já extinta,
foi o instrumento usado para se atingir
esse
fim.
1.
O Ginásio Industrial Evência Brito
Foi
construído num quarteirão inteiro, um pavilhão de salas-de-aula, um pavilhão
para administração e biblioteca, e mais um para oficinas. Nesse último,
existiam uma serraria com equipamentos modernos, uma gráfica com duas máquinas
do tipo “Minerva”,
considerada das mais modernas na época, uma Orquestra Filarmônica totalmente
equipada e uma sala de artes.
Começou a funcionar em 1963, na gestão do
prefeito Ferreira Brito, com 1 turma de primeira série ginasial, tendo
43 alunos. Destes, 26 foram aprovados para a série seguinte e 17 foram
reprovados. Dessa primeira turma, destacaram-se vários
alunos que são hoje profissionais de
diversas áreas,
no município e fora dele:
- Alice Maria Dantas Costa, professora;
- Clarice Pereira do Nascimento, professora
e proprietária de
escola;
- Ubiratan Cezar Rocha, funcionário
do Banco do Brasil; - João Morais de
Oliveira, funcionário
público estadual e
empresário;
- Renilson Rehem de Souza, atual Secretário
de Saúde do Estado da
Bahia.
Já os professores que deram o “pontapé” inicial foram: Valdelice F. Morais, Miralda
Brito, Maria Dilma B. Costa, José Ernestino, Agrário Carneiro Melo, Fernando
Contador, além daqueles que os seguiram de educar.
Em 1971 o Curso Normal (magistério)
que funcionava de maneira não regulamentar
numa casa paroquial foi definitivamente
regulamentado pelo prefeito
Dr. Décio de Santana, incorporando-o
ao GIEB.
Mas
o Ginásio Industrial Evência
Brito deixa desmoronar o seu potencial
quando não aproveita
toda a sua estrutura e finalidade
a que lhe foi confiada. Assim as oficinas
que
seriam destinadas à profissionalização
de alunos, são relegadas aos últimos
planos, de maneira que, tempos depois,
máquinas
e equipamentos estavam sem uso e ultrapassadas.
De todo o acervo, duas máquinas de
impressão
foram parar numa gráfica particular,
os instrumentos da filarmônica foram
usados para compor a Filarmônica Municipal
XVI de Outubro ( que chegou a ser a
segunda melhor da Bahia),
restando apenas a serraria, destinada
aos serviços de consertos das carteiras
do ginásio.
O
próprio nome do ginásio muda, o Ginásio
Industrial Evência Brito passa a chamar-se
Colégio Industrial Evência Brito e,
finalmente, já nos anos 80, Colégio
Evência Brito.
Os diretores do Colégio foram: Dr.
Edilson Monteiro, Elofilo, Maria Perpétua
Socorro A. D. Costa, João Morais de
Oliveira (aluno da primeira turma),
Terezinha Rodrigues V.
de Brito, Valdelice Gomes Viana, Cleide
e, hoje, Ana Maria Nascimento de Oliveira.
Atualmente
o CEB ( como é conhecido) comporta:
- 36 salas de aula que funcionam nos
3 turnos, sendo quase 100 turmas, das
quais:
. No Ensino Fundamental são: 20
de 5ª série;
15 de 6ª série; 11
de 7ªsérie; 9 de 8ª série.
. No Ensino Médio são: 9 de 1ª série;
2 de 2ª série; 3 de 3ª série
e mais 4 de 3ª série do Magistério.
. 14 turmas de Aceleração para Correção
do Fluxo Escolar. No total são 4.600
alunos, 78 professores e 58 profissionais
diversos.
2.
Escola Normal Municipal de Ribeira
do Pombal
Na
ausência de um curso
do Ensino Médio, alguns professores
ginasiais resolveram juntar seus
esforços para a criação do curso
do Magistério na cidade.
Sabiam das
dificuldades para isso, mesmo porque
até mesmos eles tiveram
que estudar
em Salvador para formar-se no magistério.
Mesmo sem regularização do curso nem da escola começaram, em 1970, a ministrar
aulas numa casa
paroquial situada próximo ao atual almoxarifado da Prefeitura,
a Rua Júlio Guerra.
Essa primeira
turma, tendo
concluído
a primeira série,
não sabia de
sua validade.
Assim, buscaram
junto às
autoridades
municipais alguma
providência,
tendo encontrado
apoio do então
prefeito Dr.
Décio de Santana.
No
dia 11 de fevereiro de
1971,
o prefeito
reuniu no seu
gabinete
os principais professores
interessados
no andamento
do curso para
regulamentá-lo,
incorporando-o
ao CIEB, que,
por isso mesmo,
deveria passar
de Ginásio à Colégio.
Dentre esses
professores,
merece destaque
o empenho do
Pe. Emílio Ferreira
Sobrinho, do
Dr. Juarez Alves
de Santana,
de
Maria Dilma
Brito Costa
e do Dr. José Dantas
Costa, todos
presentes no
ato solene de
abertura
(oficial) do
Curso, quando
o prefeito Dr.
Décio de Santana
teria dito: “ Só creio
na força do
homem quando
tem inteligência
e cultura.”
De
acordo com as declarações de
alguns professores então citados,
Dr. Décio
ficara marcado por essa realização
municipal, pois teria dito com
veemência: “Considero
essa Escola como o meu verdadeiro
grande trabalho.”
A regulamentação do Magistério
em Pombal teve a presença e deliberação
da Inspetora Itinerante do Ensino
Médio e Secretaria
da Educação do Estado da Bahia,
Maria do Socorro Ferreira Batista.
Apesar
do importante feito para o futuro
da educação de Ribeira
do Pombal, o magistério vida
curta. Atualmente (ano 2000),
o Colégio Evência
Brito ministra as quatro turmas
de formandos, já com as primeiras
e segundas séries encerradas.
3.
Escola Joana Angélica
O
município ganha uma escola estadual
que, futuramente passaria ao âmbito
Municipal.
Na gestão do governo Antonio Balbino,
no ano de 1958, foi construída a Escola
Joana Angélica, destinada a atender
alunos de 1ª a
4ª séries do ensino fundamental, na
Avenida Oliveira Brito. O nome foi dado em homenagem à figura
história, mártir da Independência do
Brasil (freira superior) Sóror Joana
Angélica de
Jesus. No começo era apenas uma sala
de aula, ampliando depois para três.
Dentre
seus primeiros professores cita-se:
Lidiane Souza Linhares, Angélica Araújo,
Dionice A . P. Santos. Deixa-se de citar outros nomes
por fugirem
aos
esforços da
pesquisa empreendida. Em 1985 a escola foi elevada
a Estabelecimento
de ensino
de 1º grau,
do Pré à 4ª série, implantando também
o Supletivo, nas seguintes modalidades: PEI, EPN,
Temoe
e Suplência I.
No ano de 1998 passa ao âmbito municpal,
na administração do prefeito Edvaldo
Cardoso Calasans, quando passa por reforma
e ampliação.
Hoje conta com 378 m2 de área construída,
quatro salas de aula, uma sala de vídeo
e um núcleo de informática.
Atende uma primeira série (14 alunos),
duas segunda séries (41), três terceira
(54), uma quarta série (34) e
com correção
do fluxo escolar, sendo: aceleração
I (duas turmas e 64 alunos).
Além da
diretora Maria Ivana de Araújo,
existem
12 professores e mais 05 funcionários
de apoio.
Escola
Professora Adélia Silva Costa
Construída em 1992 pelo governo estadual, a escola ganhou o nome
da professora Adélia Silva
Costa, nascida em Itapicuru,
tendo ensinado nas fazendas
no início,
muda-se para Ribeira do Pombal,
participando e construindo
a história da
educação
pombalense, sendo a primeira delegada
de ensino em 1963. Era casada
com o deputado Antonio Brito
Costa, morreu em 27/12/82.
Foram construídas
quatro salas de aula, que
funcionavam em dois turnos.
Existiam 33 alunos em duas
turmas de pré-escolar,
135 alunos em quatro turmas
de 1ª série e
59 alunos em duas turmas de
2ª série.
Encontra-se
entre seus primeiros professores:
Aurezi Ribeiro de Santana, Francilene
Lopes Freire, Gutervânia A
. Santos, Ubaldina S. Reis, Ana
Cristina J. Bastos, entre outros.
Passou pro domínio
municipal em 1998, e em 2000,
sofreu grande reforma. Conta
hoje com ampliação:
8 salas de aula que funcionam
nos três turnos,
com 63 alunos em duas turmas
de pré-escolar;
70 alunos em 2 turmas de Educação
Infantil; 23 alunos em 2 turnos
de 1ª série;
85 alunos em duas turmas de
2ª série; 52
alunos em 2 turmas de 3ª série;
65 alunos em duas turmas da
4ª série; 1 turma
preparatória
para o curso de correção do
fluxo escolar, de alunos em
defasagem idade/série
(com 54 alunos);
13
Aceleração (3ª e
4ª) com 80 alunos,
em quatro turnos,
e aceleração
(1ª e
2ª)
com 67 alunos
em duas turmas.
Existe
também
3 turnos
que fazem parte
do programa
Alfabetização
Solidária.
A Escola
também
conta com um núcleo
de informática
e um
Kit
de vídeo.
A
diretora
Ana
Rita
R.
Bastos
conta
com
13
professores
e
mais
5 profissionais
de
apoio.
Escola
municipal
do
Pombalzinho
O
ano de 1968 foi marcado pela construção de muitas
escolas municipais. Há muito
que a comunidade do Pombalzinho clamava por uma escola
no bairro.
Assim foi construída
uma lá, com quatro
salas de aula e algumas a mais
para serviços.
As primeiras
turmas foram uma 2ª série
com 12 alunos,
uma 3ª série
com 10 alunos e uma 4ª com
7 alunos. Daí por
diante houve
significativo aumento de turmas
e de alunos. Não se tem
arquivo ou registro
de alunos ou professores das
primeiras turmas.
Em
1982 o prefeito
Pedro Rodrigues
da Conceição
cometeu um ato comum de administrador
cego
desprovido de
outros sentidos,
ao fechar a escola
e doar o prédio
para sediar
o Segundo Pelotão
de Polícia
Militar. Achava o infeliz
prefeito
que a segurança
era a solução
para a sociedade,
deixando
a educação
em segundo
plano. O bairro ficou
sem escolas
, justamente
quando a
comunidade
já se encontrava
bem mais
numerosa.
Os
alunos
tiveram
que estudar
nas escolas
da cidade,
percorrendo à pé uma
distância
de
3
quilômetros
(
de