São muitas as más
intenções que nos cercam... Não, não
quero nem falar nas más intencionadas pessoas que
nos pisam nos calos vez ou outra porque teríamos
que abordar várias questões psicológicas,
sociais e até espirituais. Então deixa pra
outra vez e vamos nos ater apenas a situações
mais generalizadas, como por exemplo, o caso de uma das
revistas de maior circulação no país.
Tenho tentado ler, juro que tento, mas tem ficado cada
vez mais impossível, diante de tanta intencionalidade
dentro de todas as matérias. A moda da vez (sempre!) é falar
mal do governo... Mas uma dessas me tirou do sério,
não que eu esteja defendendo quem quer que seja,
mas o fato é que eu quero uma revista pra me informar
e a partir daí pensar a respeito das coisas e dos
fatos, e não comprar uma revista muito cara pra
constatar que estão criticando por mim e tirando
o meu direito de pensar!
Pois vejam dois casos que selecionei pra exemplificar:
primeiro o fato que me tirou do sério. Depois de
ler meses e meses, páginas e páginas de críticas
politiqueiras, enfim li uma matéria que parecia
ufanar o governo... “O Brasil fica independente do
petróleo, a Petrobrás extrai petróleo
até do fundo do mar, o Brasil exporta tecnologia
do setor pra muitos países, isso e mais aquilo”...
e na seqüência completa “não graças
ao governo, mas à cientistas e a pesquisas particulares”...
Ora, me poupem, eu também estou doido pra falar
mal do governo, mas não posso perder a razão
e falar mal apenas por falar, pra não correr o risco
de não ter a razão.
Outro caso: depois de muitas reclamações
por e-mails de assinantes sobre justamente o que estou
expondo, pedindo que a revista fosse mais imparcial, um
dos seus redatores respondeu através de um artigo
onde dizia “todo canal de comunicação
em todos os países deixam passar mesmo sua opinião”,
mas na frente completou “as gerações
atuais perderam o senso crítico e o poder de formular
suas próprias opiniões, por isso nós
devemos formular as opiniões para as pessoas”.
Que é isso! Tenha paciência com um negócio
desses! Peraí! Na minha humilde opinião (êpa,
peço licença para esse redator para ter a
MINHA opinião) esse cidadão está nos
chamando de limitados... quer dizer, nos chamou de burros
mesmo. Ele até pode ter essa opinião, mas
acho também que se eu comprar a sua revista estarei
dando razão para ele.
Quando eu estiver botando a mão naquela revista
com certeza vou pensar duas vezes antes de comprar... Duas
vezes não, vou pensar muitas vezes. E se comprar,
o dito redator estará certo no que disse. Pensando
bem não vou comprar opinião coisa nenhuma,
não vou pagar para que pensem por mim, vou mesmo é me
informar e traçar minhas conjecturas, que podem
não ser boas idéias, mas serão minhas...
E eu serei eu mesmo!