Máfia
das sanguessugas!...
Licitações fraudadas!...
Muitas divisas em fugas,
Nossa política forjada.
Não é nenhuma
poesia que se preze, e eu preferia
falar de poesia, das belezas incontestáveis
desse país e desse povo. Mas
as manchetes diárias são
gritantes e nos dão a impressão
que estamos vivendo uma crise política
sem precedentes. Não é verdade!
A verdade é que nunca tivemos
tanta notícia e tanta apuração
do que sempre existiu.
Observo a história da nossa sociedade e vejo que o comportamento comum é “dar
um jeitinho” na situação desse ou daquele indivíduo,
isso se for amigo, parente ou eleitor do grupo dominante. Também vemos
indivíduos que fazem estripulias políticas para conseguirem chegar
ao poder, e daí ao poder pessoal, individualizado.
Lembro que nessa cidade alguém teria dito de um ex-prefeito: “fulano é burro,
saiu da prefeitura pobre, não merece nem consideração!”.
Essa expressão foi dita, assimilada, repetida por muita gente, e o pior,
essa maioria concordou com o seu conteúdo.
Penso que estamos uns fazendo e poucos tentando desfazer uma montanha de corrupção
a cada dia. Mas a cada dia temos um pouquinho mais gente tentando pelo menos
se consertar, resistir á tentação diante das oportunidades à corrupção,
pois enfim boa parcela da sociedade está percebendo que a nossa vida
só valerá a pena se cada um deixar algo melhor, significativo,
para os nossos filhos.
Mas, e a máfia das ambulâncias, das licitações e
tantas outras? Se estamos descobrindo e apurando já vejo com otimismo,
pois enfim, depois de quinhentos anos depois de Cabral, estamos botando o dedo
na ferida e procurando as tantas outras feridas que enfraquecem o corpo, que é o
país. Mas isso é só o primeiro degrau, para chegarmos
ao topo ainda teremos que trilhar muito mais, engoliremos muitos “sapos”,
alguns dias ficaremos muito pessimistas, mas surgirão os resultados...
Quem viver verá!
O final da poesia seria:
Se
eu não respeito a fila,
E quero a farinha do pirão,
Não posso acusar a mentira
Nem estranhar a corrupção.